Paralisação no Bradesco Comércio
O fechamento de agências causa uma série de prejuízos aos funcionários e à população. Mas, os bancos, que formam o setor mais lucrativo do país, ignoram. É o caso do Bradesco que encerrou as atividades de mais de 2 mil unidades em cinco anos.
Por Itana Oliveira
O fechamento de agências causa uma série de prejuízos aos funcionários e à população. Mas, os bancos, que formam o setor mais lucrativo do país, ignoram. É o caso do Bradesco que encerrou as atividades de mais de 2 mil unidades em cinco anos.

O resultado é demissão em mais, mais de 25 mil, sobrecarga de trabalho e falta de assistência adequada aos clientes que necessitam de orientação para realizar transações. O alerta foi dado pelos diretores do Sindicato e da Federação dos Bancários da Bahia e de Sergipe, em paralisação realizada nesta quinta-feira (29/01).
“O interesse do banco é empurrar operações as pessoas para celular, computador e caixas eletrônicos, transferindo a responsabilidade. Se errar, o prejuízo é do cliente.” A fala do presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia e funcionário do Bradesco, Elder Perez, expôs a lógica dos bancos. Mas, ele foi enfático ao afirmar que as entidades seguem na linha de frente contra essa política e foram, inclusive, decisivas para impedir o fechamento de três agências do Bradesco na Bahia, localizadas em cidades que dispunham de apenas um único posto físico e cujo encerramento obrigaria os moradores a se deslocarem quilômetros até outros municípios.
O representante da COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco, Ronaldo Ornelas, diretor do SBBA, foi além de fez um alerta sobre o assédio moral. “Não iremos tolerar. O banco pode organizar a produção, mas dentro dos limites do respeito e da dignidade. Não pode ameaçar, coagir e nem constranger”.
