COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
BRASIL TAMBÉM
Os crimes dos EUA, Israel e Europa, como o sequestro do presidente venezuelano, as agressões ao povo iraniano, o genocídio dos palestinos e os bombardeios no Líbano, expõem o grau do desespero imperial perante o declínio inevitável. O Brasil também será afetado. Trump vai fazer de tudo para impedir a reeleição de Lula e interromper o projeto de democracia social.
CANDIDATO VASSALO
Como é praxe da extrema direita, e Bolsonaro é um exemplo, pois derrotado nas urnas tramou golpe de Estado, os EUA vão tentar interferir na eleição brasileira, financiando um candidato vassalo, tipo Flávio Bolsonaro e, sem dúvida, não hesitarão em recorrer à fraude e violência para ter êxito no plano imperial. Será uma disputa árdua. O campo progressista não pode vacilar.
POLOS CONTRÁRIOS
Como tudo está interligado, além das questões internas, a eleição deste ano no Brasil refletirá também desdobramentos da guerra global que a civilidade, a democracia e a República travam contra o imperialismo, a barbárie, o saque à riqueza das nações. De um lado Lula, o multilateralismo, o Brics, do outro Trump, Netanyahu, Bolsonaro, o colonialismo ultraliberal e fascinazista.
IRIAM TRAMAR
Certíssima, a decisão do STF em impedir o ultradireitista Darren Beattie, assessor de Trump, de se encontrar com Bolsonaro, na Papudinha. O ex-presidente está na cadeia por conspiração para golpe de Estado, crime gravíssimo, não pode receber autoridade estrangeira sem autorização prévia do Supremo. Óbvio que os dois iriam tramar contra a democracia brasileira.
MELHOR RETARDAR
Tudo bem que Lula é uma liderança mundial forjada na política, hábil nas conversações, mas as ameaças dos EUA à América Latina, inclusive de interferência na eleição brasileira, os ataques ao Irã e a continuidade do genocídio em Gaza são complicadores para o encontro com Trump. Era em março, já se fala em abril e o melhor seria adiar por mais tempo.
