COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
GÊNESIS PERVERTIDA
O fato de o Master, banco de médio porte, corromper tantos figurões da República nos mais diversos escalões, reafirma a gênesis pervertida e degenerada do mercado de capitais. Fica a lição da necessidade de rigorosa fiscalização sobre o sistema financeiro e retomada imediata do controle público da política monetária. A autonomia do BC é nociva à democracia.
CONTROLE PÚBLICO
O aperfeiçoamento da Democracia, da República, exige que a gestão da política monetária seja exclusiva do poder público. A autonomia do BC, concedida por Bolsonaro, permite que o mercado de capitais tenha sempre o controle de um setor vital para a economia do país, independentemente do governo. Uma violação à soberania das urnas, agressão à vontade popular.
ESQUETANDO RÁPIDO
Vem sujeira braba por aí, para queimar a reputação e a carreira política de muita gente que se acha intocável, nos mais distintos espectros ideológicos. Além de Daniel Vorcaro, dono do Master, agora também o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, se diz disposto a fazer delação premiada. Os dois bancos são acusados de dobradinhas criminosas. Sobressaltos nas elites.
SEGURANÇA NACIONAL
Em uma geopolítica de guerra encarniçada no Oriente Médio, com sério risco de se alastrar pelo mundo, inclusive uso de arma nuclear por Israel contra o Irã, greve de caminhoneiros no Brasil ameaça a segurança nacional e como tal deve ser encarada. Pior ainda por saber se tratar de um movimento com fins eleitoreiros. A irresponsabilidade da extrema direita não tem limite.
GARANTIR ORDEM
O campo progressista precisa acabar com o receio de, quando necessário, dentro da lei, usar a força do Estado para garantir a ordem política, econômica e institucional. O governo não pode tolerar greve de caminhoneiros. Com a guerra, os preços dos combustíveis devem continuar subindo e o momento requer unidade por solução e não tumulto para dividir.
