COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
MEIOS SERVIÇAIS
Por integrar o capitalismo periférico e ter sofrido colonização, no Brasil a mídia nunca teve o papel clássico, preconizado na democracia liberal, de operar como freio e contrapeso aos poderes estatal e econômico. Muito pelo contrário, os meios de comunicação sempre serviram ao capital e ao despotismo de governos que o permitem se reproduzir sem regras, como foi o de Bolsonaro.
SETORES REAÇAS
Os ataques contra a democracia partem basicamente de quatro setores: o sistema financeiro, as oligarquias rurais (agro), o Parlamento, no caso a maioria reacionária que o controla, e a mídia corporativa, que nunca tratou a informação como bem público e é tão nociva quanto a milícia virtual. Ambas propagam fake news. Com a mobilização popular em baixa, só resta o STF.
ÚLTIMA SAÍDA
Depois reclamam de ativismo do STF. De fininho, a Câmara aprovou projeto que praticamente acaba com a fiscalização ambiental. O presidente Hugo Motta (PR-PB) repete a patifaria bolsonarista de aproveitar a desatenção do povo para “fazer a boiada passar”. Quando as elites violam as leis, o Supremo é a última saída para combater crimes e preservar os interesses públicos.
ESTARIA PIOR
Só mesmo tolo ou vigarista para desconhecer mais um golpe em andamento com a tentativa de greve dos caminhoneiros e os interesses eleitoreiros por trás do movimento. A pretensão é atingir a reeleição de Lula. O desafio progressista é mostrar à sociedade que os altos preços dos combustíveis decorrem da guerra e se não fosse o governo a situação estaria bem pior.
DEVE AMPLIAR
Como lidera em todas as pesquisas, evidentemente Lula é o favorito na corrida presidencial, apesar dos ataques e fake news da extrema direita, da direita comparsa, da milícia virtual e do jornalismo canalha tipo Globo, Estadão, Folha e CNN. Em eleição apertada, quem erra menos se dá melhor. Com sabedoria e atenção, é possível ampliar a liderança. Nada de improviso.
