COLUNA SAQUE
ALELUIA, BRASIL
O prazo para desincompatibilização encerra na próxima semana, 4 de abril, justamente no sábado da Aleluia, dia da Queima de Judas. Que a data ajude a defenestrar da vida política nacional muitos falsos patriotas que falam tanto em Deus e família, mas apoiam as agressões de Trump contra o Brasil, pregam ódio e morte, desrespeitam elementares laços e valores familiares.
SERVIÇAL LÍDER
Cada vez mais, Jair Bolsonaro se firma como o candidato do ultraliberalismo fascinazista à presidência da República. Ratinho Jr. já está fora, Tarcísio deve preferir disputar a reeleição, enquanto Caiado e Zema não têm força para destroná-lo. O clã Bolsonaro ainda detém hegemonia na extrema direita e na direita comparsa. Faz bem o serviço sujo para as elites, para o imperialismo.
BARATA TONTA
Enquanto em Minas o governador Romeu Zema (Novo) passa o cargo para o vice Mateus Simões (PSD), a fim de disputar a presidência, no Paraná Ratinho Jr. (PSD) desiste da corrida presidencial e em São Paulo Tarcísio (PR) deve optar pela reeleição. No Rio, Cláudio Castro (PL) renuncia para fugir da cassação. A direitona rodopia que nem barata tonta, mas não está morta.
MESMO ESGOTO
Está certo o ministro dos Transportes, Renan Filho, de que a escassez de diesel em regiões do país é consequência de especulação do mercado. A alta nos preços dos demais combustíveis, também. O governo precisa agir com firmeza e logo, prender os especuladores por atentado à ordem econômica e social. É o mesmo pessoal que estava tramando a greve de caminhoneiros.
FATOR MILITAR
Após a retomada da Doutrina Monroe - a América Latina quintal dos EUA - e o sequestro de Maduro, ganha força o debate sobre a fragilidade militar do Brasil. Para fazer valer a soberania brasileira, é decisivo ir além de um presidente habilidoso, uma diplomacia competente e integração ao Brics. Poderio bélico é indispensável à defesa nacional. O Irã está provando.
