COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
EM DECOMPOSIÇÃO
Se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal candidato da extrema direita, vai ser preso ou cassado pelo TSE, como quer a maioria dos brasileiros, só a sequência dirá, conforme as novas descobertas do escândalo Dark Horse. Até agora, de certo mesmo é que nos planos político e eleitoral a tendência é a candidatura se desidratar cada vez mais, a quatro meses da eleição. As pesquisas estão comprovando. A democracia agradece.
GOROU, FLÁVIO
As frações menos obtusas da extrema direita - coisa raríssima - e a maioria da direita de araque, dita liberal mas sempre servil ao fascinazismo, está “entre o inseto e a inseticida”. Sabem que a candidatura de Flávio gorou, mas não têm como disputar eleição presidencial sem apoio de Bolsonaro. Para piorar, os nomes alternativos - Michelle, Zema e Caiado - são fracos demais.
BEM COMPLICADO
Agora, como se diz, “Inês é morta”. Mesmo que o bravateiro Valdemar Costa Neto venha a ganhar a queda de braço com Bolsonaro, o pai, e tome a candidatura do filho Flávio, eleitoralmente o estrago já está feito. Qualquer outro nome que o PL indique estará, inevitavelmente, contaminado pelo escândalo cinematográfico. Será destruído na campanha eleitoral.
EXPÕE ALIENAÇÃO
O fato de, segundo o Datafolha, 59% dos brasileiros não terem tomado conhecimento da rejeição do nome de Jorge Messias para o STF, fato bem explorado na mídia corporativa e na internet, expõe o grau de alienação da maioria da população e ajuda a entender o motivo de as elites, tão perversas para o povo, ainda iludirem trabalhadores e pobres a votarem na direitona.
PRECISA POLITIZAR
Em nome do Estado democrático de direito, da soberania nacional, da lógica civilizacional, um governo progressista como o de Lula precisa politizar a população, oferecer condições para escolhas conscientes. Apenas incluir as massas populares no mercado de consumo só vai deixá-las ainda mais reféns do golpismo, de farsas como Flávio Bolsonaro, das big techs e das bets.


