Representatividade feminina
Há mais de duas décadas de atuação ativa no Banco do Brasil, Lissane Holanda integra a Chapa 2 como candidata à Diretoria de Planejamento da Previ. Em entrevista ao O Bancário, ela conta um pouco sobre sua experiência, destaca os diferenciais da chapa e detalha propostas voltadas ao fortalecimento dos planos e à segurança dos associados.
Por Itana Oliveira
O Bancário – Nos conte um pouco sobre Lissane Holanda, candidata a Diretoria de Planejamento da Previ?
Lissane Holanda - Tenho 23 anos de banco e sou associada do Plano Previ Futuro. Tomei posse em uma agência em Brasília, trabalhei em algumas unidades estratégicas como as diretorias Comercial, de Governo e Jurídica, por conta da minha formação, e ainda na Auditoria Interna. Fui conselheira do Plano Previ Futuro. Sou formada em Direito, tenho especialização em Direito Público, MBA em Direito Bancário e sou mestre em Gestão Estratégica e Organizações. Hoje, estou como vice-presidente da ANABB, o DNA falou mais alto, e a missão de defender o funcionalismo, o BB, as nossas entidades, a Cassi e a Previ, é algo que eu faço com muita alegria e vigor. E hoje eu estou aqui para representar a nossa Chapa 2, que representa esse desejo de defender a família do Banco do Brasil.
O Bancário - Além do diferencial de ser a única candidata mulher para a diretoria da Previ, quais os outros diferenciais da Chapa 2?
LH - Bom, primeiro a gente representa a união da força de várias entidades que há muitos anos entregam conquistas, defendem os direitos e os interesses dos funcionários. Mas é muito importante destacar que a gente tem pessoas do Plano 1, Plano Previ Futuro, homens, mulheres, sindicatos de norte a sul, a FBB, a ANABB, FENABB, entidades que têm histórico de entrega e que podem avançar com as nossas propostas. A gente sabe que, para sentar à mesa e negociar com um patrocinador, até no Congresso, precisa de habilidade, de relacionamento e de história. Acho que esse é o nosso maior diferencial, quando a gente fala em inovar respeitando, trazendo a solidez do plano e avançando, como a gente quer uma Previ cada vez mais sólida e sustentável, para poder pagar os benefícios por toda a longevidade das pessoas.
O Bancário - Nos fale um pouco sobre as mudanças da tabela PIP?
LH- A revisão da tabela PIP é uma importante conquista. A gente vinha lutando há muitos anos e, recentemente, 64 mil colegas conseguiram evoluir na contrapartida 2B ou tabela PIP. A fórmula dessa tabela ainda precisa de revisão e essa é uma das nossas propostas, porque o encarreiramento de 1997, quando foi criado, é diferente do que acontece atualmente. Precisamos refletir sobre essas mudanças para que mais colegas consigam avançar para ter a contrapartida do patrocinador. Isso é uma coisa que a gente, com toda certeza, consegue avançar, porque a gente senta com o negociador e a gente faz acontecer. Nós sabemos fazer, fizemos e vamos fazer.
O Bancário - Para o associado, o que a Chapa 2 vai melhorar na prática?
LH - Bom, como a nossa chapa é bem representativa, retrata os interesses dos diferentes perfis de associados, temos um colega do Plano 1, candidato a diretor de administração, eu do Plano Previ Futuro, contemplando as diversas vozes do funcionalismo do Banco do Brasil. Queremos conhecer cada vez mais o associado para poder entregar para eles o que eles esperam. No caso do Plano 1, buscando a imunização do passivo, ou seja, garantindo o pagamento de benefícios hoje até 2100, mas a longevidade tem se ajustado, a dinâmica social tem mudado. Então, o nosso projeto é cada vez mais trazer estabilidade para o plano e que as pessoas se sintam seguras e tenham a sua aposentadoria digna, como vem acontecendo. A gente tem um caso de sucesso e isso é o que a gente pretende entregar cada vez mais, diminuindo o risco, a exposição à renda variável e trazendo equilíbrio para o plano. Para o Plano Previ Futuro, a nossa preocupação maior é sempre deixar a reserva individual mais robusta, porque é ela que serve de cálculo para a aposentadoria. Então, as nossas propostas todas vão ao encontro de deixar esse valor mais sustentável, maior. A gente propõe a contrapartida do banco, no caso de remuneração variável como a PLR, o PDG, zerar a taxa de carregamento para ambos os planos, revisar a fórmula da PIP e outras inovações que o mercado já traz por conta de regulamentação, como resgate parcial ou renda financeira na hora do benefício, respeitando e garantindo que o colega vai ter um benefício vitalício que dê condições seguras de vida, sem perder o plano de saúde, com uma gestão técnica e responsável para que isso aconteça da forma mais segura para o associado.
O Bancário - Por que os associados devem votar na Chapa 2?
LH - É por isso, colegas, que nós da Chapa 2 estamos aqui mais uma vez para pedir o seu voto e o seu apoio à Chapa 2 - Previ para os Associados. Essa eleição é muito importante, ela tem quórum mínimo que exige a participação de todos os associados, mas, mais importante que isso, é você garantir que a sua representação seja algo coerente com o que você pensa para a gestão do seu próprio patrimônio. Então, até o dia 27, exerça o seu direito ao voto. Nós contamos com você.


