Sem Bolsa Família, fome dobraria
Levantamento do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social) mostra que, sem o programa de transferência de renda, o total de famílias vulneráveis inscritas no Cadastro Único passaria de 2,3 milhões para 4,7 milhões.
Por Caio Ribeiro
O número de famílias brasileiras em risco de insegurança alimentar grave seria o dobro sem o Bolsa Família. Levantamento do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social) mostra que, sem o programa de transferência de renda, o total de famílias vulneráveis inscritas no Cadastro Único passaria de 2,3 milhões para 4,7 milhões. Os dados reforçam a importância das políticas públicas de combate à fome e de proteção social no país.
O estudo foi apresentado durante reunião do Consea (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) e utiliza o CadInsan, indicador criado para monitorar o risco de insegurança alimentar nos municípios brasileiros. Segundo o MDS, além de garantir renda mínima, o Bolsa Família aumenta em até 16% as chances de famílias deixarem a situação de insegurança alimentar em apenas seis meses.
Os números também apontam avanços no combate à fome desde a retomada de políticas sociais estruturantes. Dados oficiais indicam queda expressiva da insegurança alimentar grave nos últimos anos, resultado da integração entre programas de transferência de renda, assistência social e ações de segurança alimentar. O governo federal destaca que o fortalecimento do monitoramento e da identificação das famílias vulneráveis tem sido fundamental para ampliar a efetividade dessas políticas.
Em um cenário de desigualdade social e aumento do custo de vida, o Bolsa Família segue como ferramenta essencial para garantir dignidade, acesso à alimentação e redução da pobreza extrema. A continuidade e o fortalecimento de programas sociais são apontados por especialistas e entidades sociais como fundamentais para assegurar direitos básicos à população brasileira.


