Itaú amplia pressão sobre afastados
Segundo os relatos, o banco tem exigido múltiplas avaliações, contestado atestados médicos e, em alguns casos, rejeitado documentos apresentados por bancários em tratamento.
Por Julia Portela
O adoecimento bancário segue tratado com descaso pelos grandes bancos. No Itaú, denúncias apresentadas por entidades sindicais apontam que funcionários afastados para tratamento de saúde estão enfrentando dificuldades impostas pela própria empresa para conseguir manter seus direitos e continuar os cuidados médicos.
Segundo os relatos, o banco tem exigido múltiplas avaliações, contestado atestados médicos e, em alguns casos, rejeitado documentos apresentados por bancários em tratamento. O movimento sindical afirma que também há pressão envolvendo a ACL (Avaliação de Capacidade Laboral) e a realização de exames fora dos prazos previstos em lei. Mesmo após reuniões e apresentação de provas das irregularidades, o Itaú não deu retorno às entidades.
As denúncias se somam a um cenário já marcado por fechamento de agências, demissões e sobrecarga de trabalho, realidade que tem ampliado o sofrimento físico e mental da categoria. Agora, além de adoecer os trabalhadores, o banco é acusado de criar obstáculos para o acesso ao afastamento pelo INSS e à perícia médica, sob o argumento de uma suposta “linha de cuidados”.
As providências que já estão sendo tomadas em âmbito nacional e que vem sendo tratadas nas reuniões do GT de Saúde Itaú , novos encaminhamentos foram acordados na última reunião, terça-feira (05/05). O Sindicato acompanha os casos registrados na Bahia e seguirá cobrando do Itaú respeito à saúde dos trabalhadores, cumprimento da legislação e o fim das práticas abusivas contra bancários e bancárias afastados por adoecimento.


