Combate ao desmatamento retoma força

O foco está na regularização ambiental e fundiária e na inclusão produtiva como caminhos para enfrentar a devastação ambiental sem criminalizar.

Por Julia Portela

Após anos de abandono, incentivo à grilagem e avanço do desmatamento impulsionado pelo modelo ultraliberal, o Estado volta a ocupar papel central na proteção da Amazônia. Na sexta-feira passada foi aberto o processo de inscrições para a seleção de organizações que irão executar ações de controle do desflorestamento e dos incêndios, por meio do programa UcM (União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia), do governo federal.

 

 

A iniciativa alcança 48 municípios prioritários que aderiram ao programa em 2024 e contará com investimento de R$ 131,9 milhões do Fundo Amazônia, com previsão de beneficiar cerca de 7,3 mil famílias. O foco está na regularização ambiental e fundiária e na inclusão produtiva como caminhos para enfrentar a devastação ambiental sem criminalizar quem vive e trabalha no território.

 

 

O programa prevê Assistência Técnica e Extensão Rural, fortalecimento da agricultura familiar e incentivo ao desenvolvimento rural sustentável, garantindo geração de renda aliada à preservação da floresta. A proposta rompe com a lógica predatória que transforma a Amazônia em mercadoria e reafirma o papel dos trabalhadores do campo como protagonistas da proteção ambiental.

 

 

Atualmente, 70 municípios em sete estados da Amazônia integram a iniciativa. Já foram entregues mais de 1.800 equipamentos, além da realização de formações técnicas e do pagamento por serviços ambientais, consolidando uma política pública que alia justiça social, presença do Estado e enfrentamento direto ao desmatamento.