Com juros altos, nível de calote dispara
A inadimplência de consumidores e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres no Brasil subiu para 5,5% em janeiro. É o nível mais elevado desde agosto de 2017, de acordo com dados do BC. Apesar dos protestos dos movimentos sociais, o Copom manteve a Selic no maior patamar desde julho de 2006.
Por Ana Beatriz Leal
Infelizmente, o Brasil continua refém da política monetária predatória do Banco Central. A Selic em patamares elevados, hoje em 15% ao ano, trava a economia, atrapalha o setor produtivo, eleva o custo do crédito e aumenta o endividamento.
A inadimplência de consumidores e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres no Brasil subiu para 5,5% em janeiro. É o nível mais elevado desde agosto de 2017, de acordo com dados do BC. Apesar dos protestos dos movimentos sociais, o Copom manteve a Selic no maior patamar desde julho de 2006.
Com juros tão altos, os consumidores estão temerosos em pedir dinheiro aos bancos, já que não sabem se terão condições de para pagar. A concessão de empréstimos caiu 18,9% em janeiro em relação a dezembro. Desta forma, o estoque de crédito do sistema financeiro teve recuo de 0,2%, para R$ 7,116 trilhões.
No caso das operações com recursos livres, as novas concessões reduziram 17,2% no mês. Já nos financiamentos com recursos direcionados, a diminuição foi de 32,9%.
Os juros cobrados pelos bancos no crédito livre tiveram alta de 47,8% ao ano, crescimento de 1,2 ponto percentual na comparação com o mês anterior. Os dados comprovam uma servidão ao rentismo, em detrimento da população e do crescimento do Brasil.
