COLUNA SAQUE

Postado: 19/07/2021 - 10:54

ANTÍDOTO
As elites, tanto a extrema direita como a direita que escova os dentes, estão sem rumo. Sabem que, pela via democrática, as forças progressistas retomam o poder central, o que põe em risco a agenda ultraliberal. Com certeza, se puderem, dão um golpe. Militar é difícil, mas outro lawfare, como a prisão ilegal de Lula em 2018. Quem quiser que confie! O antídoto é a mobilização popular.
 
PATIFARIA
A proposta do semipresidencialismo é mais um golpe tramado pela mesma direita que protagonizou a fraude do impeachment, em 2016, imaginando que meteria a mão no poder apesar de ter perdido a eleição em 2014, não conseguiu consolidar uma candidatura competitiva em 2018 e apoiou a eleição de Bolsonaro. Agora vem com outra patifaria. Tradição golpista.
 
ESSÊNCIA
Mesmo na democracia liberal, altamente competitiva, como no Brasil, a vitória na disputa torna-se ilegal se obtida por fraude ou violência. É a essência do princípio democrático. Se assim for em 2022, a tendência é a extrema direita e a direita da terceira via perderem a eleição, seja com Bolsonaro, Moro, Dória, Tebet, não importa o nome. A agenda ultraliberal é antipovo.
 
VISCERAL
Na veia, a conclusão do jornalista Mario Vitor Santos. “O fato é que a direita destila ódio inaudito a Bolsonaro nem tanto por ele ser tão fascista, mas por se mostrar imperdoavelmente fraco para derrotar Lula e a esquerda. O antibolsonarismo da direita agora é, no fundo, uma nova forma de antilulismo, do antipetismo visceral, raiz de tanta destruição”.
 
AMÉLIA
Em tempo de neofascismo, que nega valores científicos e os mais elementares direitos humanos e civis, merece destaque a aprovação do projeto da deputada federal baiana Alice Portugal, que instituiu o Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger. Faz merecida homenagem à grande física brasileira e estimula a resistência ao obscurantismo bolsonarista.