COLUNA SAQUE

Postado: 04/08/2022 - 12:10

DECOMPOSIÇÃO
Como no capitalismo quem tem o poder econômico controla as armas, as assinaturas de pesos pesados da economia na Carta pela Democracia, e agora no manifesto da Fiesp, tornam ainda mais improvável o apoio das Forças Armadas a manobras extralegais. Bolsonaro está desmilinguindo: perdeu os militares, é a maior sujeira no STF e tem alta rejeição popular.

 

DISSIPAÇÃO
O manifesto da Fiesp, somado à Carta pela Democracia, com centenas de milhares de assinaturas de pessoas físicas e jurídicas, lideranças do capital e do trabalho, praticamente sela o destino de Bolsonaro: derrota nas urnas com alto risco de prisão. A Febraban já o abandonou e hoje só frações do agronegócio mantêm apoio político. Muito pouco para garantir a reeleição.

 

TOALHA
A atitude de Bolsonaro ao cancelar reunião na Fiesp e jantar com empresários na quinta-feira, justamente no dia do lançamento da Carta pela Democracia, na Faculdade de Direito da USP, assinada pela própria federação, deixa claro que ele começa a jogar a toalha. Sabe que o fim está próximo. Agora vai espernear e blefar para tentar se livrar da cadeia.

 

MARCANTE
O dia 11 de agosto pode se tornar o grande marco da retomada plena do Estado democrático de direito no Brasil. Estão previstos atos significativos, como o lançamento da Carta pela Democracia, na Faculdade de direito da USP, com manifestações populares por todo o Brasil. A mobilização tem sido intensa. Uma data para ficar na história.  

 

RAPIDINHO
É..., a vida dá voltas e, às vezes, bem rápidas. Pouco tempo atrás, Moro e Dallagnol estavam na moda, como se dizia antigamente, “na crista da onda”, eram os bacanas na mídia, na política e na Justiça(?). Hoje amargam o maior baixo astral, são alvos de graves denúncias, com riscos de cassação das candidaturas e de prisão. Do céu ao inferno, rapidinho.