COLUNA SAQUE

Postado: 18/11/2022 - 15:20

EM CHEIO
Goste ou não, a senadora Simone Tebet (MDB/MS) acertou em cheio quando afirmou, em entrevista à revista IstoÉ, que sente falta de discussão sobre reformas estruturantes necessárias para tirar o país do buraco deixado pelo governo ultraliberal de Bolsonaro. Ela destaca a reforma tributária, fundamental para o Brasil voltar a crescer. A taxação das grandes fortunas, por exemplo, corrige uma grande injustiça. Não dá para quem tem mais ser isento de imposto, enquanto a base da pirâmide vive sufocada. 

 

NA BASE
Ainda na entrevista à revista IstoÉ, a senadora Simone Tebet (MDB/MS), que também faz parte da equipe de transição do governo eleito, alertou para a bola de neve que se desenha. Segundo ela, sem as reformas e ainda com o rombo fiscal de cerca de R$ 400 bilhões deixado por Bolsonaro, no fim das contas, quem vai pagar são aqueles que estão na base da pirâmide social, os mais pobres. 

 

NA REAL
Um amontoado de argumentos de economistas ortodoxos que não conseguem entender a grave situação que o país enfrenta depois de quatro anos de governo Bolsonaro. Na real, esta é a única análise possível para a carta aberta enviada por Arminio Fraga, Edmar Bacha e Pedro Malan ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, mostrando preocupação com a política fiscal do Brasil enquanto 33 milhões de pessoas estão sem comida na mesa.

 

SÓ PAPEIS
É claro que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva sabe que precisa ter responsabilidade fiscal. Ele nunca disse o contrário. Mas, realmente, não dá para se preocupar com um personagem fictício - o mercado - e esquecer que o Brasil tem questões urgentes para resolver. A fome não espera. A fome mata milhões todos os anos. Lula sabe o que é isso. Diferentemente dos especuladores que ganham bilhões com papeis.

 

BEL PRAZER
A pressão que a mídia comercial, financiada pelo sistema financeiro, e outros nomes do mercado fazem com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva mostra uma grave inversão de valores. Os interesses dos especuladores, que fazem o dólar aumentar e a Bolsa cair ou subir ao seu "bel prazer", não podem estar acima das necessidades dos brasileiros, sobretudo as mais de 120 milhões de pessoas que vivem em insegurança alimentar, muito por conta da necropolítica do governo Bolsonaro.