COLUNA SAQUE

Postado: 22/02/2021 - 11:26

OUTRA ONDA
Com o Centrão no comando da governabilidade, a tendência é impactar na governança, conferindo assim certa estabilidade ao governo. Afinal, trata-se de um grupo político que, bem ou mal, sabe que as soluções para os problemas residem na esfera política. A resistência democrática precisa estar preparada para a nova realidade institucional, no Parlamento e no Judiciário.
 
DÁ NISSO
Gravíssima a confissão de Dias Toffoli, ministro do STF, de que houve financiamento internacional na campanha massiva de fake news contra as instituições e a democracia. A raiz de toda a desordem que o Brasil amarga hoje está em 2016, com a inegável ruptura institucional do impeachment sem comprovado crime de responsabilidade, que o Supremo endossou. Na conta.
 
SEM VACINA...
O colapso na vacinação faz parte do roteiro neofascista. Embora condene o distanciamento, na real o negacionismo bolsonarista prefere manter precavidos, em casa, os segmentos mais politizados da sociedade, que respeitam as medidas de prevenção, para evitar protestos nas ruas contra o governo e mobilização pelo Fora Bolsonaro. Aglomeração é para o gado.
 
SÓ ELEITORAL
É bom não confundir. Quando o general Joaquim Silva e Luna, indicado para a presidência da Petrobras, diz ser preciso “olhar o investidor e também o brasileiro”, não significa que esteja preocupado com o povo. O foco é meramente eleitoral, a reeleição de Bolsonaro. Afinal, os sucessivos aumentos nos combustíveis têm impactado, e muito, no índice de rejeição.
 
BOA LEITURA
Merece atenção a entrevista de Aldo Rebelo, que foi ministro, deputado e presidente da Câmara Federal, à Denise Assis, do Jornalistas pela Democracia. Ele sugere a necessidade de os setores progressistas se aproximarem dos militares, para quebrar o preconceito nos dois lados, fala da tradição conciliatória brasileira e propõe um pacto pela democracia.