COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
SANTO REMÉDIO
Diferença considerável. Enquanto Bolsonaro, os filhos Eduardo, nos EUA, e Flávio conspiram contra o Brasil, ao ponto de terem induzido Trump a sobretaxar os produtos brasileiros, o governo Lula anuncia R$ 40 bilhões em créditos para empresas nacionais prejudicadas com o tarifaço. A democracia social é um santo remédio no combate ao ultraliberalismo fascinazista.
PASTOR PARTIDO
“Silas Malafaia não é um líder religioso, ele é um líder oportunista que adultera o repertório bíblico de maneira consciente para manipular fiéis e obter ganho político”. A observação é do historiador e professor da UERJ, João Cezar de Castro Rocha, para quem a mídia erra ao chamá-lo de pastor. Tem toda razão. Malafaia usa a igreja como partido que sustenta Bolsonaro.
FÉ PARTIDARIZADA
A descoberta, pela PF, da ação direta de Malafaia por trás dos ataques de Trump ao Brasil e na tentativa bolsonarista de intimidação da Justiça no caso da trama golpista, recoloca em discussão os limites das igrejas, isentas do IR por serem templos da fé, na participação da vida política nacional. Instituição de caráter religioso não pode atuar como partido político. Está fora da lei.
AJUDA..., BELÉM
Em uma realidade na qual os EUA apostam no fracasso da COP30, por lucrar com o desmatamento e não querer a afirmação de Lula como liderança global na defesa da questão climática, em um momento quando Trump penaliza o Brasil com tarifaço, os preços abusivos da hotelaria em Belém (PA) terminam por reforçar o boicote trumpista à conferência da ONU.
EXATAMENTE ISTO
Certeira, a análise do jornalista José Reinaldo: “A multipolaridade já tomou forma, só faltam as instituições propriamente ditas, mas essas instituições vão surgindo também gradativamente”. Para concluir: “Os grandes líderes da multipolaridade de hoje são Xi Jinping, Vladimir Putin e Luís Inácio Lula da Silva”. Está aí a questão central das agressões de Trump ao Brasil.