COLUNA SAQUE
Por Rogaciano Medeiros
MOMENTO HISTÓRICO
Setembro começa na segunda-feira, traz consigo a expectativa da chegada da primavera e de novos ares para a afirmação do Estado democrático de direito no Brasil, com a condenação, como tudo indica, de Bolsonaro e todos os que atentaram contra a legalidade. Momento histórico. Pela primeira vez, elementos das elites golpistas são colocados no banco dos réus.
MAIS ARBITRARIEDADE
A degradação do Parlamento no Brasil a partir de delinquências como a Lava Jato, a criminosa República de Curitiba, os governos Temer e Bolsonaro se confirma, mais uma vez, agora na tal PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da blindagem, que na prática livra deputados e senadores de responsabilização legal até em caso de crime comum. Impunidade seletiva.
LAVAGEM RENTISTA
A descoberta, pela Receita Federal, de que o PCC (Primeiro Comando da Capital) controla mais de 40 fundos de investimentos, com patrimônio superior a R$ 30 bilhões, expõe a complexidade do problema e revela mais provas objetivas sobre o envolvimento do rentismo com lavagem de dinheiro para o crime organizado. Combinação nociva à sociedade, à cidadania.
SEMPRE CRIMINOSAS
As alianças, reveladas por investigações federais, entre setores poderosos da economia nacional, frações do agro e do sistema financeiro, com o crime organizado, não surpreendem. Afinal, as elites sempre recorreram a ações criminosas, à violência, para conter a organização popular. Jagunços e pistoleiros no campo, facções e esquadrões da morte nas cidades. Há anos.
DEFEITO CLASSISTA
Investigações apontam: figurões do agro financiaram bloqueios de estradas e ocupações em quartéis do Exército, entre outras ações golpistas, pecuarista doadora de Tarcísio suspeita de operar para o PCC, a Faria Lima na lavagem de dinheiro para o crime organizado, Bolsonaro tentou meter a mão em joias da União. É a natureza criminosa das elites nativas. Defeito de fabricação.