COLUNA SAQUE
DRAMA LATINO
A decisão estadunidense de resgatar e aplicar, se necessário pela força, a doutrina Monroe (1823), ou seja, considerar os países latino-americanos como protetorados dos EUA, vai exigir grande concentração de esforço e unidade do campo progressista da América Latina, a fim de resistir aos ataques, garantir independência e soberania. O Brics pode ajudar muito.
MIROU BEM
“Nós estamos numa situação de alto risco por causa do comportamento da superpotência delinquente. Vimos o que são capazes de fazer na Venezuela. Todos os pré-candidatos da direita, Tarcísio, Flávio, Caiado, Zema, Ratinho, são vassalos dos EUA. Lula é a única alternativa para evitar que o Brasil caia na mão dessa corja". Do economista Paulo Nogueira Batista Jr. No alvo.
LADEIRA ABAIXO
A crescente onda de manifestações de rua nos EUA, em protesto à brutal repressão, com forças federais, contra imigrantes, governadores, políticos e empresas, enfim tudo e todos que discordam da forma violenta como Trump governa o país, é mais um sintoma do ocaso do império, interna e externamente. Guardando as especificidades, o cenário lembra a guerra do Vietnã.
DUPLO DESGASTE
Se, em nível interno, o tirano governo Trump enfrenta uma resistência popular cada vez mais forte e organizada, no plano externo as agressões e ameaças contra os países que não rezam pela cartilha fascinazista dos EUA só fazem fortalecer o Brics e reafirmar o multilateralismo como requisito indispensável a uma geopolítica pautada na autodeterminação dos povos.
FORAM CERTEIROS
Três opiniões abalizadas sobre o caráter fascinazista do presidente dos EUA: “A doença de Trump se chama capitalismo” (Christian Dunker - psicanalista). Trump é louco, mas a sua loucura tem método” (Paulo Nogueira Batista Jr. - economista). “Trump é um louco, mas isso não pode virar atenuante” (Luciano Elia - mestre em Psicanálise UERJ). Certeiros.
