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DIFÍCIL CONTESTAR

Muito bom, o artigo do ex-ministro José Dirceu, na Folha, sobre o escândalo do Banco Master. Como diz, “revela, de forma contundente, as fragilidades de um sistema regulatório que falhou em sua missão básica. Uma crise estrutural da regulação do mercado financeiro e de capitais”. À luz da razão, não há como contestá-lo. Os fatos comprovam tudo que ele afirma.

 

 

CRIME DOLOSO

As novas revelações de que o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, sabia das fraudes do Master, chegou a intensificar o monitoramento e, mesmo consciente das tramoias, agiu por duas vezes para impedir a liquidação do banco do coligado Daniel Vorcaro, também bolsonarista, expõe o caráter doloso e ideológico do escândalo. Tem de punir.

 

 

INFINITAMENTE PIOR

A negligência do BC, do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), decisiva para as fraudes do Master, não resultou de descuido ou incompetência. Nada disto. O sistema financeiro, por natureza, é pernicioso à democracia, à cidadania, e no ultraliberalismo torna-se infinitamente pior. Vira plutocracia, só os ricos têm alma e direitos.

 

DESASTRE CERTO

Se a autorregulação pode ser benéfica para pessoas físicas e jurídicas é um debate interessante, mas, com certeza, não tem a menor chance de dar bons resultados, pelo menos para o bem-estar da população, especialmente os mais pobres, na operação do mercado de capitais. Causa estragos nos países centrais e no capitalismo periférico faz bagaceira, inviabiliza a civilidade. 

 

 

CONDUTA SUPREMA

Em tese, a adoção de um código de conduta não seria necessário, todos deveriam saber como se comportar enquanto ministros do STF, mas como isto não acontece, vale a pena a adoção de quarentena, rigor na participação em eventos, limites nas redes sociais, proibição de carona em jatinhos dos donos do dinheiro..., enfim só não pode é fraquejar na defesa da democracia.

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