COLUNA SAQUE

Postado: 19/09/2022 - 09:33

ORIGEM
É o típico caso da precária democracia brasileira, marcada por vícios que se repetem desde a proclamação da República, resultado de um golpe militar. A decisão do TSE de permitir que o Exército teste urnas no dia da eleição serve para acalmar os ânimos, mas por outro lado legitima a intromissão das Forças Armadas no processo eleitoral, o que é inconstitucional.

 

SEGURANÇA
O aumento dos ataques contra Lula feitos por Bolsonaro, desesperado por não conseguir reverter desvantagem na corrida presidencial, agrava o clima de tensão. Torna o ambiente propício à violência política da extrema direita. Conforme o Datafolha, 9% dos brasileiros estão com medo de ir votar. O TSE tem de garantir a segurança do eleitor no dia da eleição.

 

CONFERE
O colunista Bernardo Mello Franco afirma em O Globo que Bolsonaro “transformou a eleição da fome na eleição do medo”. No alvo. “O debate sobre a carestia perdeu espaço na corrida presidencial. Agora o país discute se o capitão aceitará uma possível derrota, se os militares apoiarão uma tentativa de golpe, se o eleitor poderá votar em paz e segurança”.

 

CULHUDA
Mais do que em 2018, a eleição deste ano tem sido marcada por uma carga absurda de desinformação, ao ponto de enganar até mesmo os mais experientes politicamente. Por exemplo, tem jornalistas e meios que ainda repetem possível rompimento de Edir Macedo com Bolsonaro. Basta ver a programação da Record e dar uma passadinha nos templos da Universal.


    
PRONTAMENTE
O presidencialismo de coalizão, a “grosso modo” o hábito de o presidente eleito levar boa parte da oposição para o governo, a fim de garantir maioria no Parlamento, abriu espaço para a extrema direita chegar ao poder. Foi a posição defendida pelo cientista político Marcos Nobre, em entrevista ao Opera Mundi. Realmente, o caso é grave e o Brasil precisa encará-lo. Logo.